Excesso de publicidade atrapalha buscas na web

Barreiras na Internet
Excesso de publicidade atrapalha buscas na web
Ana Luiza Panazzolo
Dificuldades em encontrar informações nos sites de buscas, em virtude do excesso de publicidade, transformam uma simples tarefa de pesquisa no mundo da informação instantânea em uma atividade confusa e cansativa.
A grande quantidade de publicidade não é exclusividade dos sites de busca. Segundo Vinicius Paes, Gerente de Web Marketing da MundoSEO, isso acontece na Internet como um todo. “Hoje em dia, com a popularização dos blogs e também de sistemas de monetização como o Google Adsense, a publicidade tem se tornado um foco muito forte para os sites”, afirma. Muitos editores e empresas da área da Internet têm investido tempo e dinheiro na criação de sites visando à publicidade. Para ele, de certo modo, este fato é bom e ruim. Bom, pois torna mais viável a produção e disseminação de conteúdo geral, e ruim pelo fato de produzir diariamente dezenas, talvez centenas de novos sites de baixa qualidade editorial.
Na visão de José Palazzo M. de Oliveira, professor universitário com experiência em Ciências da Computação e ênfase em Sistemas de Informação, normalmente as propagandas são direcionadas para os interesses dos leitores, o que pode ser feito por meio de monitoração das buscas já realizadas ou pela definição de um perfil para o usuário, o qual precisa ser cadastrado pelo site - que manterá informações sobre suas preferências. “O grave problema que pode existir é quando a publicidade não é explícita, isto é, quando o site não deixa claro o que é publicidade e o que é conteúdo”, afirma Palazzo. Esse fator é um critério de avaliação da qualidade, ou seja, quanto mais confuso o material, pior o site.
O que acontece é uma procura por resultados comerciais, o que acaba sendo contraprodutiva, pois os usuários do site percebem o exagero e deixam de acessá-lo. Para Palazzo, uma publicidade bem focada é interessante, mas a oferta exagerada de produtos pouco relacionados com os interesses do usuário constitui em um fato negativo.
Segundo Paes, essa disseminação da publicidade na Internet é natural, que mais dia ou menos dia aconteceria, apenas faltavam os meios, os quais já estão disponíveis. “A Internet é um grande veículo publicitário por natureza: é democrática, é aberta, e tem um grande público ávido por novidades”, comenta.
Busca Semântica de Informação
A proposta destes mecanismos de busca é encontrar a informação desejada pela análise semântica e não apenas realizar uma busca por palavras-chave. Ou seja, tornar os navegadores menos automáticos, com menos resultados irrelevantes e matemáticos, para torná-los mais “humanos”. O seu fundamento é construir um mecanismo que reconheça o significado das palavras pesquisadas no contexto desejado. “O ideal perseguido pela busca semântica é que o usuário interaja com o buscador e este lhe entregue o melhor resultado possível”, afirma Paes.
A sua principal vantagem é justamente entregar ao usuário o que ele realmente quer. No entanto, na visão de Paes, logo de cara esbarra-se em dois pontos: inicialmente, nem sempre o usuário sabe o que quer, não se pode afirmar que com certeza o internauta vai saber dizer ao navegador justamente o que precisa, é preciso errar e procurar. E, segundo, para poder ter uma resposta minimamente inteligente e relevante é necessário percorrer um grande banco de dados ou então rodar um algoritmo de grande complexidade, o que pode, de certo modo, tornar o processo de busca mais lento do ponto de vista de quem usa.
Com base na interpretação e processamento de frases, esse novo mecanismo de busca será como uma interação humana. “Se quisermos encontrar um site sobre o melhor jogador de futebol do mundo, em vez de escrevermos no buscador: "melhor jogador do mundo", devemos escrever: "quem é o melhor jogador do mundo atual?“, exemplifica Paes.
Para Palazzo, o grande problema, hoje, é a falta de capacidade de filtrar toda a informação disponível e, principalmente, a falta do hábito e competência para criar interpretações pessoais a partir do material encontrado.
Tendência
Na opinião de Paes, na Internet, passaremos por duas fases: de início, teremos um aumento ainda maior dos sites e da publicidade. No entanto, como em todo mercado, quando estes milhares de sites falando sobre os mesmos assuntos começarem a competir, haverá uma desvalorização deste mercado com menos ganhos para todos e – progressivamente - a quantidade de sites irá decrescer até chegar a um nível otimizado, fazendo com que apenas aqueles de maior qualidade editorial “sobrevivam”. “A qualidade editorial é um ponto-chave, uma vez que os buscadores (semânticos e tradicionais) têm buscado valorizá-la justamente para acelerar este processo e tornar a Internet menos ‘spamada’”, finaliza Paes.
Já na visão de Palazzo, o futuro da área de buscas semânticas será baseado em uma maior quantidade de interferência de mecanismos de inteligência artificial nos sites de busca procurando oferecer aquilo que o usuário deseja dependendo da situação, do local e da hora da consulta. Pelo lado bom, isto facilita a busca, por outro lado, limita a necessidade de inteligência na ação e oferece (ou pode oferecer) apenas respostas padronizadas e pouco criativas.
“Os sites de busca deverão seguir a tendência do Wolfram e do Aks, mas acredito que ocorrerá uma especialização por áreas de interesse”, afirma Palazzo.
OLHOS:
“Hoje em dia, com a popularização dos blogs e também de sistemas de monetização como o Google Adsense, a publicidade tem se tornado um foco muito forte para os sites”, afirma Vinicius Paes, gerente de Web Marketing da MundoSEO.
“O grave problema que pode existir é quando a publicidade não é explícita, isto é, quando o site não deixa claro o que é publicidade e o que é conteúdo”, afirma José Palazzo M. de Oliveira, professor universitário com experiência em Ciências da Computação e ênfase em Sistemas de Informação.
“O ideal perseguido pela busca semântica é que o usuário interaja com o buscador e este lhe entregue o melhor resultado possível”, afirma Vinicius Paes, Gerente de Web Marketing da MundoSEO.
“Os sites de busca deverão seguir a tendência do Wolfram e do Aks, mas acredito que ocorrerá uma especialização por áreas de interesse”, afirma José Palazzo M. de Oliveira, professor universitário com experiência em Ciências da Computação e ênfase em Sistemas de Informação.
- seopositionnet's blog
- Adicionar novo comentário
- 885 leituras












